Assim foi a passagem de Zé Hamilton pela UniBrasil.
Apenas algumas horas… o suficiente pra ficar na memória e deixar aquela vontade de ‘quero mais’.
Pode até parecer saudosismo, mas estar de volta ao ambiente acadêmico e poder prestigiar, mesmo que por pouquíssimo tempo, o ilustre Jornalista José Hamilton Ribeiro foi, sem dúvida, uma experiência gratificante.
Zé Hamilton é um jornalista premiadíssimo e, apesar de ser reconhecido sempre como o repórter que perdeu uma perna durante a cobertura da Guerra do Vietnã, ele é muito mais do que a superação do fatídico acidente. É exemplo de profissional corajoso, competente e há 53 anos apaixonado pelo que faz, porque, “se você não gosta do que faz, aprenda a gostar” diz. (*E com um exemplo como esse homem, tem como não achar o jornalismo fascinante?)
Zé é um poço de sabedoria inesgotável, uma verdadeira escola de jornalismo ambulante. Durante toda a palestra na UniBrasil ele realmente prendeu a atenção do grande público jovem. Não se ouvia bochichos. E qual será o segredo?
Basta olhar a fórmula que inventou para o jornalismo e perceber que ele a atiliza na vida também.
GR = (BC+ BF) x (T x T’)n
Um bom começo, um bom final, trabalho, talento e a incansável vontade de fazer bem feito.
Na UniBrasil Zé Hamilton foi homenageado dando nome à uma sala de estudos do curso de jornalismo. Na placa: “Caverna José Hamilton Ribeiro – O Repórter do Século”. Aproveito aqui para parabenizar os coordenadores pela escolha genial.
Zé me instigou a escrever sobre o que há algum tempo me incomoda: a quase esquecida cobertura internacional. Pra ele, hoje, “irrisória e muito pobre”. Estamos praticamente desprezando o resto do mundo sem imaginar que consequências isso pode nos trazer. E mais, “será que a Guerra do Iraque é tão insignificante assim”?
Mas isso é discussão pra depois. Agora vai mais uma foto desse questionador nato, intrigante, talentoso, corajoso e brilhante jornalista.




