16 Junho, 2008...11:39 pm

Fã ou Fotógrafa? Heis a questão!

Ir aos comentários

Tudo bem, sem discussões. A preferência é na ordem alfabética mesmo!

Teatro Guaíra, 11 de junho de 2008.

Um longo corredor, degraus de escada à esquerda e já era possível ouvir arranhões de guitarra e algumas vozes que se confundiam. Mais alguns passos e aparecíamos no fundo do palco. Lá estavam todos e o Nenhum.
(Um arrepio tomou conta de mim – aquilo era emocionante e eu estava com o coração aos pulos).

Na penumbra eles fizeram a passagem do som – aproximadamente 20 minutos de um show particular.

Enquanto a equipe técnica revia os últimos detalhes – de iluminação à lista de músicas a ser colada no chão -, Thedy, com semblante sisudo, subiu e desceu as escadarias do teatro. Acho que ele estava um pouco nervoso. Aquela era a primeira apresentação do Nenhum de Nós no Guaíra – até então o maior teatro de Curitiba. Mais tarde, durante o show, Thedy confessaria que estavam realizando um sonho ao tocar ali. Que o Teatro Guaíra representava pra eles o “topo”.

A equipe continua trabalhando e a mesa de som é transportada para os fundos da platéia. A banda segue para o camarim e logo nós vamos também.

De volta ao corredor dos bastidores e a ansiedade toma conta.

Na porta do camarim um segurança como poucos. Ele não era um daqueles brutamontes que a gente encontra por aí. Nem no físico tampouco na rigidez característica desse profissional. Ele sorria e conversava. Atendeu ao meu pedido pra deixar a porta entreaberta e me permitir filmar um pouquinho como o Nenhum se concentrava. Ora, o chimarrão não faltava.

Sady e João Vicente saem um pouco especialmente pra conversar com a equipe do site da 91 Rock. Confesso que bateu um pouco de decepção quando Thedy não apareceu. Nos disseram que eles revezam pra dar entrevistas, mesmo assim eu ainda continuo achando  que  Thedy estava nervoso e pra mim, foi o friozinho na barriga que não o deixou sair pra conversar com a gente.

Sady Homrich – o “abominável homem das baquetas” também é o mais carismático entre os bateristas de bandas brasileiras. Seu cavanhaque loiro e o físico ‘fofinho’ o tornam in-con-fun-dí-vel; sem contar o característico boné, o broche do Inter e o óculos de armação branca – que dão mais charme aos olhos azuis. Quer mais? Ele entra no show saltitando (assim como a chapeuzinho vermelho passeia no bosque), girando a toalha e vestindo macacão.

João Vicente tem um ar mais sério, mais tímido que o Sady (óbvio – alguém aí acha que o Sady é tímido? Nenhum de nós!). Bem, o João faz vocal, toca acordeom, teclado e violino. Pra não passar despercebido em meio aos ilustres, durante o show ele usou um chapéu com abas largas. Olha, se eu não os conhecesse diria que são gaúchos.

A entrevista acaba e eu vou tietar um pouquinho. Afinal eles formam uma das minhas bandas preferidas. Os sucessos tocados no show, segundo Thedy, são músicas que fazem parte da trilha sonora da vida dos fãs – e eu não sou uma fã diferente.

O show “Nenhum de Nós a Céu aberto” comemora o aniversário de 20 anos da banda. Uma das raras que mantém os mesmos músicos desde a formação inicial.

 

Veja mais fotos da noite.

 

 

“Qualquer coisa no Brasil que dura 20 anos é muito né?! Em qualquer lugar. Imagina começar hoje alguma coisa e alguém dizer: Vocês têm que durar 20 anos!”.

 

 

 

 

Deixe uma resposta